sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Octahedro e o Número 12 na Antigüidade

Sobre a Física Quântica

O novo conceito de Energia

Vácuo, Campo Magnético e o Tetrahedron

A tradução da Água, as Ondas e a Geometria do Vácuo

Nassim Haramein - O Vácuo e a Densidade do Infinito 8

Nassim Haramein - O Vácuo e a Densidade do Infinito 7

Nassim Haramein - O Vácuo e a Densidade do Infinito 6

As Dimensões e o Universo

THRIVE (PROSPERAR) - OFFICIAL MOVIE TRAILER (Legendado PT)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A obtenção de diamantes através de cinza humana


Os diamantes tem sido desde sempre o símbolo da eternidade, da recordação e do amor.

A obtenção de diamantes através de cinza humana

As quatro religiões monoteístas interpretam de forma muito distinta a incineração de um cadáver. Já a tradição muçulmana e judía exigem o enterro, as Igrejas católicas e protestantes permitem a cremação individual dos mortos. Mas esta forma de última despedida, muito extendida hoje e no mundo ocidental, passou há outro nível. Na Suiça é agora possível obter diamantes das cinzas dos seres queridos. Isto não é conto científico, senão a realidade. Cada vez são mais as pessoas que querem converter-se em diamantes no momento que a morte chama a sua porta.

snc investigação/ zafer sayar                                         snc em português: arlete f.kaufmann

O negócio das cremações e os diamantes- uma trama das mentes dos emprendedores suiços. Veit Brimer, de 38 anos de idade, e seu sócio Rinaldo Willy, de tão sòmente 24 anos, iniciaram com êxito e lucrativo descobrimento com uma discussão sobre como o enterro tradicional estava deixando o espaço na Suiça a incineração dos cadáveres. A Europa havia eliminado por um tempo a cremação dos corpos, que se havia praticado durante muitos séculos, mas aos finais do século XIX esta prática voltou a ressurgir, A Suiça foi um dos países pioneiros neste sentido. Em 1889 se abriu o terceiro crematório da Europa em Zurique. Quase um século mais tarde, depois, em 1969, a Igreja Católica aprovou oficialmente a exumação dos corpos, calando assim as vozes cristãs discordantes que se opunham a este ritual. A partir deste momento cada fiel podia decidir por sua conta o futuro de seu corpo e a consequência dele cresceu enormemente a prática das cremações.

A pergunta que surgiu na discussão dos emprendedores foi se não se poderia reciclar a cinzas de diferentes maneiras. Os parentes do defunto poderiam, em vez de ir rezar a tumba, espalhar a cinza no jardim da família ou conservar os "restod" do ser querido em uma caixa de madeira preciosa em algum lugar místico da casa. Assim, Brimer e Willy, divagando sobre este assunto, chegaram a idéia de que se podia usar a cinza para fabricar diamantes, e que esta prática se poderia converter, com o tempo, em tradição.
Da cinza ao diamante

Se, não é uma tontice, com a tecnología de hoje em dia é possível converter a cinza de um cadáver em um diamante. Os empreendedores suiços Willy e Brimer sabem bastante sobre física, química e anatomia e, segundo eles, a composição de água depois da Cremação é muito similar a que se obtem na criação de diamantes. O diamante é em sí um elemento da cinza, assim como o vapor e o gelo são elementos da água.

Os dois jovens se deram conta desde o início que sua idéia prometía. Desde um ponto de vista psicológico, a urna é uma recordação para os familiares, mas a imagem da mesma é fria e distante. Mesmo que se haja vivido momentos excepcionais com o defunto, a primeira impressão, ao olhar a caixa, é sempre um luto. Com os diamantes, é distinto. Com cada leve movimento da pedra aparece uma nova luz. Não em vão se considera aos diamantes o símbolo da eternidade, a recordação e o amor.

Uma tecnologia possível, mas muito cara

Willy e Brimer não somente se convenceram rápidamente das vantagens do diamante frente a cinza na urna, senão que também se enteraram das possibilidades que oferece a tecnologia.O primeiro diamante artificial se criou em uns laboratórios estadounidenses por volta de 1955. O modelo, fabricado através da cristalização de carbono, há sido de grande utilidade, por sua dureza, para os instrumentos perfuradores dos dentistas ou para limpar ferramentas, mas nunca se há considerado uma pedra preciosa. As diferenças em qualidade também se podem apreciar na natureza. Alguns tipos de diamantes são idôneos para a indústria, outros, ao contrário, são mais adequados para os joalheiros. Nos laboratórios dos Estados Unidos se criou em 1970 um tipo de diamante que cumpre todas as qualidades de uma pedra preciosa. O único problema é que os custos da fabricação superam os relativos a obtenção das pedras pelo método natural.

Na Rússia se obtem a pressão necessária

Afortunadamente, um instituto científico de Moscou foi capaz de criar um programa alternativo para a criação de diamantes. Sem este doscobrimento, a idéia de Willy e Brimer não podería levar a cabo com tanta rapidez.

Em Moscou se conseguiu os níveis necessários de pressão e temperatura a um preço reduzido. Neste caso, o elemento prioritário é a pressão, não a temperatura. Onde se fez falta, se limpou o carbono de todas as substâncias químicas inorgânicas e depois se submeteu, durante duas semanas, a uma temperatura de 1.500 grados celsius e a uma pressão de 60.000 unidades. Esta é a mesma pressão que se consegue no oceano a 600 kilômetros de profundidade, estando no ponto mais profundo da terra a 10.000 metros por debaixo do nível do mar. Através deste processo de compressão, que se realiza por uma máquina que parece uma neveira, se consegue cristalizar o carbono.

O diamante que se obtém tem todas as qualidades de uma pedra preciosa, já que se pode notar certa diferença com as pedras naturais e por isto seu preço no mercado é mais reduzido. Os expertos em diamantes podem ser que não observem nenhuma diferença entre as pedras artificiais e as naturais, mas os laboratórios constataram tais defeitos.Se bem que o processo de elaboração de diamantes se há visto reduzido ainda mais nos Estados Unidos nos últimos anos, as investigações realizadas em Moscou confirmam que os diamantes fabricados artificialmente nunca poderão ser comparados com os diamantes naturais, mas isto pouco importou aos empreendedores suiços que tem uma visão muito mais comercial do assunto.

Diamantes de um quilate

Na gíria dos joalheiros um quilate corresponde a uma pedra de um quinto de grama de peso e com um diâmetro de aproximadamente 6 milimetros. Um quilate, desta forma, não tem mais volume que uma ervilha.Dito isto, com a tecnologia de Moscou, os jovens suiços são capazes de fabricar diamantes de 0.5 a 1 quilates. As possibilidades são múltiplas. Com um laboratório simples e uma equipe que não tem mais que um metro e meio de altura se podem fazer mil peripécias. Quando os clientes chegam com as cinzas de seus entes queridos ao setor de amostra da empresa de Willy e Brimer se encontram com uma lista completa de diferentes modalidades de diamantes.

Converter-se em diamantes depois da morte: Como anel ou incrustado em um pedestal?

Graças aos distintos modelos pré desenhados, os clientes podem eleger de que forma e que tamanho deve ter o diamante. A empresa oferece ademais várias formas de usar e conservar o diamante. Um exemplo sería incrustar o diamante em um pedestal de granito e colocar este em um lugar apropriado. Com esta opção a pessoa difunta tería seu lugar na casa. Os diamantes também podem se moldar para um anél ou um colar, segundo o gosto do cliente. Qualquer forma é possível, somente há que se utilizar a imaginação. A idéia de levar um anel com um diamante que foi criado com as cinzas do companheiro sentimental em princípio tem um enorme potencial, mas somente faltava saber se a idéia ia ser aceita desde o ponto de vista religiosao, e aqui Willy e Brimer tem suas dúvidas.

As Igrejas dão a luz verde

A tradição muçulmana e judia, salvo excepcionais, não permitem a cremação dos difuntos. Os cadáveres devem ser enterrados e deixados nas mãos da natureza. Brimer e Willi sabiam desde o primeiro momento que não podiam contar com aprovação destas comunidades, mas seu interesse estava na Igreja Católica e a Protestante.

A Igreja Católica aceita desde 1963 as cremações, mesmo que em nenhuma parte esteje escrito que " podem fazer um anel das cinzas de tua avó". Quando o tema dos diamantes de cinza chegou a opinião pública, os sacerdotes cristãos não se pronunciaram sobre o assunto, já que seu silêncio não demou muito. Depois de intensas deliberações, a postura oficial das igrejas cristãs é que não se opõem a esta prática. A conversão das cinzas de um ser querido em um diamante não deve considerar-se um pecado e deve ser uma livre decisão da pessoa. A prática não foi condenada, mas os sacerdotes mostram suas dúvidas sobre se o procedimento é mais adequado.

Um início espetacular

Os empreendedores suiços receberam esta notícia com enorme satisfação e começaram a centrar-se em um trabalho. O vento estava a seu favor. Os meios de comunicação se encarregaram de arejar a noticia e inclusive antes de oferecer os serviços já eram conhecidos. Não fez falta nem tão se quer realizar uma campanha de promoção. Mil pessoas que querem converter-se em diamantes depois de morrer ou querem recordar a seus seres amados através de uma pedra preciosa entram na página web da empresa e estabelecem o contato com Willy e Brimer diretamente.

Em quanto tempo e por que preço se consegue o diamante?

A empresa encarregada de produzir diamantes de cinzas de seres humanos se chama "Algordanza" e abriu suas oficinas em julho de 2004. O preço e o tempo de produção depende do tamanho e a qualidade da pedra. Um diamante de meio (0,5) quilates, como uma ervilha, custa cerca de 6.000 francos e é a oferta mais ecônomica. Depois, se se quer uma pedra mais grossa, terá que pagar mais. Mesmo porque o diâmetro do diamante nunca superará os 6 milimetros porque a tecnologia não permite fabricar diamantes maiores.

Que porcentagem do diamante corresponde ao corpo do difundo?

Por agora os crematórios queimam aos defuntos vestidos e com o sarcófaco (ataúde). O diamante que se extrae das cinzas está feito de grande parte do corpo do falecido, mas sempre ficam restos de roupa e madeira. Para os dois empreendedores, " os clientes são os responsáveis da cinza". Em si, "o diamante puro" somente sería possivel se se queima o cadáver sem a roupa e a caixa, mas que os crematórios ofereçam no futuro este serviço ainda não está nada claro.

Diamentes Artificiais Pesquisa UNICAMP


Pesquisa
Um diamante para Marte

Trabalho da Unicamp, Inpe e Universidade São Francisco pode
levar tecnologia inédita para o espaço

Jornal da Unicamp - Fevereiro de 2000 - Página 9

ANTONIO ROBERTO FAVA

Um robô em marte, munido de um tubo milimétrico de diamante, colhe substâncias que dirão aos pesquisadores se há qualquer tipo de vida naquele planeta. Cena impensável há alguns anos, este fato não só está prestes a ocorrer como a tecnologia desenvolvida para isso é fruto de um trabalho da Unicamp, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Universidade São Francisco. A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está interessada na patente das brocas feitas de diamante artificial, ideais para tal operação por não oferecerem contaminação nem variação de temperatura.

O diamante artificial é obtido por meio de um processo denominado Chemical Vapor Deposition (CVD) e consiste na aceleração do processo considerado natural de crescimento por meio da injeção de gases que contém carbono e hidrogênio em um reator com atmosfera rarefeita. Segundo Vitor Baranauskas, do Laboratório de Semicondutores, Instrumentos e Fotônica da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp e um dos coordenadores do projeto, a matéria-prima utilizada, álcool de cana-de-açúcar ou o gás metano, entra em reação com a ajuda de um filamento quente, que funciona como uma espécie de catalisador. "Com isso, vão se formando camadas microscópicas de diamante, sobrepostas à superfície de lâminas de silício para a fabricação das camadas, que dão origem ao diamante propriamente dito". O processo de crescimento do diamante, desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Sensores e Materiais do Inpe e o Departamento de Engenharia da Universidade São Francisco, é contínuo enquanto o reator está em operação.

Melhor que na natureza – Os cristais naturais ocorrem em pedras magmáticas (que, depois de esfriarem, se solidificam) e em cascalhos, em regiões distantes como África do Sul, Rússia, Austrália, Zaire, Angola e Sibéria. O diamante sintético, obtido em laboratório através do processo CVD, tem qualidades superiores aos dos cristais de diamante formados sob a pressão e calor das lavras vulcânicas de grandes profundidades, comercializadas como jóias.

Substância mais dura já conhecida, o diamante é quimicamente inerte e é ótimo isolante elétrico. Pode ser transformado em semicondutor, além de possuir pequeno coeficiente de atrito e alta condutividade térmica. Com esse conjunto atraente de propriedades em um único material, o diamante poderia ter ampla utilização industrial, como a produção de semicondutores, chips mais potentes, sensores ópticos, lasers de diamante, fibras ópticas e uma série de outros produtos, além do uso cosmético na fabricação de jóias.

"Entretanto, o diamante é uma substância de extrema raridade, o que é uma grande barreira para a sua ampla utilização", explica Baranauskas. Os diamantes sem cor e translúcidos são os mais caros e seu valor supera o de qualquer outra pedra preciosa. Mais caro mineral existente, é incalculável o preço de suas pedras grandes. Para se ter uma idéia, basta dizer que uma pedrinha do tamanho de uma ervilha custa hoje mais de 100 mil dólares. Não se tem conhecimento de haver, em todo o planeta Terra, mais de 30 pedras acima de 100 gramas.

Os métodos para a fabricação do diamante começaram a ser desenvolvidos na década de 50, por pesquisadores ucranianos e japoneses. Os cristais eram de pequeno tamanho e de baixa qualidade devido às contaminações e às limitações do processo. "O diamante de baixa qualidade, denominado industrial, tem um segmento importante na fabricação de ferramentas de usinagem, onde outros materiais não podem ser utilizados. Baranauskas salienta que "o investimento para a fabricação desse diamante em laboratório é extremamente alto, sendo o preço dos diamantes industriais tão alto quanto os de baixa qualidade obtidos na lavra.

Com a obtenção de cristais de diamante de alta pureza, quase que em escala de rotina, por processos e equipamentos desenvolvidos nos laboratórios da Unicamp, abre-se uma nova área que pode ser uma das mais nobres utilizações desse material, a saber, a microeletrônica e a optoeletrônica, por exemplo. "É surpreendente que nesta era de novos materiais voltemos nossa atenção para um dos mais antigos minerais conhecidos", ressalta o pesquisador.

© 1994-2000 Universidade Estadual de Campinas
Cidade Universitária "Zeferino Vaz" Barão Geraldo - Campinas - SP
E-mail: webmaster@unicamp.br 



Diamante Artificial

 
Um robô em Marte, munido de um tubo milimétrico de diamante, colhe substâncias que dirão aos pesquisadores se há qualquer tipo de vida naquele planeta. Cena impensável há alguns anos, este fato não só está prestes a ocorrer como a tecnologia desenvolvida para isso é fruto de um trabalho da Unicamp sob coordenação do prof. Vitor Baranauskas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Universidade São Francisco. A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está interessada na patente PI 9500117-4 das brocas feitas de diamante artificial, ideais para tal operação por não oferecerem contaminação nem variação de temperatura.
A Clorovale será a primeira empresa na América Latina a produzir diamantes sintéticos, puros sem adição de metais. Esse produto está ganhando espaço, no exterior, entre os equipamentos de precisão de uso industrial, nas ferramentas para usinagem de metais, na configuração de dissipadores de calor de alto desempenho utilizados na base de chips de computadores, em implantes biológicos e em naves espaciais. A produção de diamantes sintéticos na Clorovale foi possível com a associação de três pesquisadores, além de Umeda, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Evaldo José Corat, Edson Del Bosco e Vladimir Jesus Trava-Airoldi, com o empresário e também pesquisador Luiz Gilberto Barreta, fundadorda empresa. Trava-Airoldi é um dos pioneiros do estudo de diamantes artificiais no Brasil. Ele e sua equipe estudam esse novo material desde 1991, no Inpe, e, desde 1996, na Universidade São Francisco (USF), de Itatiba, com o grupo do professor João Roberto Moro, também sócio na Clorovale. Mesmo com o domínio dos processos de fabricação de diamantes, foi difícil para os pesquisadores do Inpe encontrar empresas interessadas na transferência da tecnologia desenvolvida pela equipe. Foi aí que os próprios pesquisadores resolveram empreender a fase industrial e fizeram uma providencial união com o empresário Barreta, que os convidou para serem sócios na empresa.

Os pesquisadores do Inpe e um pesquisador da Unicamp, o professor Vítor Baranauskas, já fizeram a solicitação de cinco patentes (PI 9500117-4, PI 9500865-9, PI 9500864-0, PI 9600118-2 e PCT/BR 96/00008) de produtos e processos que estão em trâmite de julgamento no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Duas (PI 9500865-9 e PCT/BR 96/00008) são referentes aos dois tipos de brocas odontológicas que serão industrializadas, uma para motores rotativos e outra para aparelho de ultra-som, esta última com a vantagem de evitar a anestesia em 80% dos casos de utilização. Outras duas patentes (PI 9500117-4 e PI 9600118-2) referem-se a produtos que estão em fase de desenvolvimento final nas universidades. São serras diamantadas para corte de precisão em vidro e em pedras e a produção de peças de diamante com orifícios, iguais a fieiras, destinados à produção de fios condutores e arames.

O diamante artificial é obtido por meio de um processo denominado Chemical Vapor Deposition (CVD) e consiste na aceleração do processo considerado natural de crescimento por meio da injeção de gases que contém carbono e hidrogênio em um reator com atmosfera rarefeita. Segundo Vitor Baranauskas, do Laboratório de Semicondutores, Instrumentos e Fotônica da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp e um dos coordenadores do projeto, a matéria-prima utilizada, álcool de cana-de-açúcar ou o gás metano, entra em reação com a ajuda de um filamento quente, que funciona como uma espécie de catalisador. "Com isso, vão se formando camadas microscópicas de diamante, sobrepostas à superfície de lâminas de silício para a fabricação das camadas, que dão origem ao diamante propriamente dito". O processo de crescimento do diamante, desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Sensores e Materiais do Inpe e o Departamento de Engenharia da Universidade São Francisco, é contínuo enquanto o reator está em operação.

A quinta patente (PI 9500864-0) refere-se a uma inovação que os pesquisadores incorporaram à tecnologia chamada CVD ( Chemical Vapor Deposition - ou deposição química na fase vapor). Eles introduziram gases halógenos (tetrafluoreto de carbono (CF4), por exemplo), como matéria-prima, junto com hidrogênio e metano na fabricação de diamantes sintéticos. Com isso, o resultado é um produto com maior grau de pureza que a tecnologia empregada na confecção dos primeiros diamantes artificiais. Atualmente, a técnica utilizada para a produção desse material ainda é pré-CVD. Ela se vale da adição de vários tipos de metal para dar liga a um pó de diamante industrializado.

Os cristais naturais ocorrem em pedras magmáticas (que, depois de esfriarem, se solidificam) e em cascalhos, em regiões distantes como África do Sul, Rússia, Austrália, Zaire, Angola e Sibéria. O diamante sintético, obtido em laboratório através do processo CVD, tem qualidades superiores aos dos cristais de diamante formados sob a pressão e calor das lavras vulcânicas de grandes profundidades, comercializadas como jóias.

Historicamente, a forma alotrópica do carbono, que tem a ligação química covalente simples mais forte da natureza, que é a do diamante, foi descoberta no século XVIII. Entretanto, devido ao fato de ser um produto meta-estável nas condições ambientais possíveis de se alcançar, o diamante foi possível sintetizar a partir do grafite apenas em 1954, submetendo-o a pressões acima de 60.000 atmosferas e a temperaturas acima de 2000 K. Justamente neste ano, publicou-se o primeiro indício de obtenção de diamante a partir da forma gasosa de alguns compostos orgânicos, isto é, via CVD (Chemical Vapor Deposition), com pressão inferior a uma atmosfera e temperatura inferior a 1200 K. Por outro lado, devido à completa falta de compreensão dos mecanismos envolvidos e à pequena taxa de crescimento do diamante-CVD, as técnicas de alta pressão e alta temperatura prosperaram com muito mais eficácia, e foi, até o início desta década responsável pela maior parte do diamante industrial utilizado no mundo. O sucesso com as técnicas CVD vieram somente no final da década de 70, através de intensa atividade da escola russa, que descobriu que o átomo de hidrogênio podia funcionar como elemento ativador. A partir da década de 80 vários grupos de pesquisa se proliferaram em todo o mundo, particularmente no Japão.

Substância mais dura já conhecida, o diamante é quimicamente inerte e é ótimo isolante elétrico. Pode ser transformado em semicondutor, além de possuir pequeno coeficiente de atrito e alta condutividade térmica. Com esse conjunto atraente de propriedades em um único material, o diamante poderia ter ampla utilização industrial, como a produção de semicondutores, chips mais potentes, sensores ópticos, lasers de diamante, fibras ópticas e uma série de outros produtos, além do uso cosmético na fabricação de jóias. "Entretanto, o diamante é uma substância de extrema raridade, o que é uma grande barreira para a sua ampla utilização", explica Baranauskas. Os diamantes sem cor e translúcidos são os mais caros e seu valor supera o de qualquer outra pedra preciosa. Mais caro mineral existente, é incalculável o preço de suas pedras grandes. Para se ter uma idéia, basta dizer que uma pedrinha do tamanho de uma ervilha custa hoje mais de 100 mil dólares. Não se tem conhecimento de haver, em todo o planeta Terra, mais de 30 pedras acima de 100 gramas.

Os métodos para a fabricação do diamante começaram a ser desenvolvidos na década de 50, por pesquisadores ucranianos e japoneses. Os cristais eram de pequeno tamanho e de baixa qualidade devido às contaminações e às limitações do processo. "O diamante de baixa qualidade, denominado industrial, tem um segmento importante na fabricação de ferramentas de usinagem, onde outros materiais não podem ser utilizados. Baranauskas salienta que "o investimento para a fabricação desse diamante em laboratório é extremamente alto, sendo o preço dos diamantes industriais tão alto quanto os de baixa qualidade obtidos na lavra.

Com a obtenção de cristais de diamante de alta pureza, quase que em escala de rotina, por processos e equipamentos desenvolvidos nos laboratórios da Unicamp, abre-se uma nova área que pode ser uma das mais nobres utilizações desse material, a saber, a microeletrônica e a optoeletrônica, por exemplo. "É surpreendente que nesta era de novos materiais voltemos nossa atenção para um dos mais antigos minerais conhecidos", ressalta o pesquisador.

O principal obstáculo para a utilização industrial do diamante - sua raridade - está desmoronando. Depois de oito anos de pesquisa, uma equipe da Faculdade de Engenharia e Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu criar diamantes sintéticos com eficácia inédita. O processo pode fornecer matéria-prima para uma nova indústria de supercomputadores. Para fabricar os diamantes sintéticos, os pesquisadores forçam o álcool etílico (extraído da cana-de-açúcar) a atravessar um filamento incandescente. O calor faz com que os átomos de carbono se desprendam e se depositem. "Manipulamos a reação com um truque para evitar que o carbono forme grafite e não diamante", explica Vitor Baranauskas, pesquisador da Unicamp. Para isso, a deposição é feita em presença de hidrogênio, que obriga os átomos a se ligarem da maneira desejada.

O resultado é um diamante de alta qualidade, mais puro até do que os encontrados na natureza. Diferentemente dos diamantes industriais, feitos pela técnica de alta pressão e alta temperatura - escuros e de baixa qualidade -, ele é totalmente transparente e tem teor de purezas maior que 99%. "É mais difícil encontrar um átomo de impureza nele do que quatro marcianos na Terra", brinca o engenheiro. Uma das aplicações mais promissoras do material é no ramo de microeletrônica. Segundo Vitor, o diamante substituiria com vantagens o silício, o semicondutor usado nos chips atuais. Por ele, os impulsos eletrônicos trafegam com velocidade 10 vezes maior do que no silício. "Os elétrons podem percorrer o chip mais rápido do que a velocidade da luz", diz. Com isso, a freqüência de processamento dos supercomputadores passaria da faixa atual de 1 Gigahertz para 1 Terahertz.

Como a deposição de carbono não tem limites - a única barreira é o tamanho do reator - diamantes maiores poderiam ser produzidos para servir também a outros fins. "Para a confecção de próteses, o diamante é muito melhor do que o titânio", avalia Vitor. Além da alta dureza, o material é feito do mesmo elemento que forma os materiais orgânicos, o carbono. "A prótese não provocaria reações químicas indesejadas com o corpo e, assim, não se
desgastaria", diz.

 

As propriedades físico-químicas do diamante são interessantes. É o sólido de maior dureza, é ótimo condutor de calor, é transparente, é um ótimo isolante elétrico, tem coeficiente de atrito muito baixo e tem alto índice de refração, o que faz com que a luz, ao passar por ele, seja significativamente desviada de sua trajetória original, fenômeno óptico que confere ao diamante seu brilho peculiar. Além disso, na temperatura ambiente (cerca de 20 o C), resiste ao ataque de qualquer produto químico e, em ambientes sem oxigênio em geral, pode ser aquecido até 3.547 o C, permanecendo inabalável, pois é o material que possui a maior temperatura de fusão. O diamante deveria ter portanto uma ampla utilização industrial, além de seu uso na fabricação de jóias. Entretanto, duas grandes barreiras se opuseram a esse uso. A primeira é a sua extrema raridade na natureza: o diamante é o mais caro mineral existente, sendo o preço de pedras grandes, sem impurezas, muito elevado.
Na estrutura da rede cristalina do diamante, os átomos de carbono, representados pelas esferas, têm ligações (do tipo covalente forte) em quatro direções igualmente distribuídas no espaço, como se cada átomo desse elemento ocupasse o centro de uma pirâmide. Essa distribuição simétrica e compacta das ligações químicas é a responsável pela extrema dureza do cristal. A segunda barreira era a dificuldade de sua produção artificial. Os métodos para sua fabricação iniciaram-se na década de 1950 e envolviam processos que exigiam alta temperatura e pressão. No entanto, os cristais obtidos eram pequenos e de baixa qualidade, devido às contaminações e às limitações do processo.

Um dos mais importantes desenvolvimentos na obtenção de diamantes sintéticos foi a recente demonstração da viabilidade de sua fabricação através da deposição química a partir da fase vapor, técnica conhecida por sua sigla, em inglês, CVD (chemical vapor deposition). Ela foi desenvolvida pioneiramente por pesquisadores da Ucrânia e depois confirmada por japoneses.

O processo CVD já era conhecido e muito empregado para a deposição de substâncias sobre superfícies de metais refratários como o silício Œ materiais refratários são substâncias com ponto de fusão elevado e, por isso, capazes de suportar altas temperaturas. A vantagem dessa técnica era a de ser feita sempre em baixa pressão (de 0,05 a 0,1 atmosfera) e em temperaturas médias (de 500 o a 1.000 o C). Porém, as pressões e temperaturas empregadas no processo CVD mostraram-se mais propícias para a deposição de grafite (substância também formada só por átomos de carbono) em vez de diamante. O truque para o obtenção deste último através dessa técnica foi introduzir gás hidrogênio (H2 ) em excesso nesse processo, o que forçou a reação química a produzir o diamante. A partir dessa descoberta, várias outras técnicas foram sendo desenvolvidas, resultando no aumento da taxa de crescimento do cristal, bem como de sua pureza.

O carbono para a fabricação de filmes de diamantes sintéticos pelo método CVD provém do álcool etílico, extraído da cana-de-açúcar. O álcool etílico é levado ao interior do reator misturado a um fluxo de gás hidrogênio, como mostra a figura. Ao passar próximo à superfície de um filamento metálico incandescente, o álcool se decompõe em radicais livres (grupo de átomos com ligações livres muito reativas). O hidrogênio molecular também se decompõe em radicais atômicos, nesse caso átomos isolados também com alto poder de reação. Esses dois tipos de radicais reagem com a ajuda de um catalisador, uma substância que acelera a reação, mas não participa dela. Na superfície sólida, no caso o substrato, começam a surgir os depósitos atômicos de carbono e de hidrogênio. No substrato, os átomos de carbono tendem a se depositar tanto na forma de grafite quanto de diamante.

Ajustando os parâmetros das reações envolvidas introduzindo-se, por exemplo, hidrogênio em excesso, consegue-se depositar majoritariamente só carbono na forma de diamante, enquanto, ao mesmo tempo, o carbono eventualmente depositado como grafite é arrancado da superfície e levado com os gases de exaustão. O radical hidroxila (OH – ) e o oxigênio, ambos provenientes da decomposição do álcool, também ajudam na remoção do grafite. Para isso, podem-se adicionar também outros radicais muito reativos, como o flúor e o cloro. O processo de crescimento do diamante é contínuo enquanto o reator estiver em operação. Também não há limite de área para o crescimento dos cristais, a não ser aqueles impostos pelas restrições de projeto do próprio reator. A dopagem do diamante é feita introduzindo-se nitrogênio ou boro misturados ao álcool durante o crescimento dos cristais. O substrato usado pode ser feito de silício, sílica, safira, nióbio, molibdênio,tungstênio ou mesmo de diamante. O diamante produzido em condições otimizadas é policristalino, isto é, seus cristais têm facetas bem agudas e boa transparência óptica.

No início da produção de diamante pelo método CVD, o hidrogênio é misturado ao metano e, eventualmente, a um tipo de gás halógeno, dentro de uma câmara de mistura. Depois, a composição gasosa é introduzida em um reator, onde é submetida a um conjunto de filamentos de tungstênio aquecidos a 2.300°C. Nessa temperatura, o hidrogênio e o metano se decompõem em radicais (CH3 e H) e vão reagir e se fixar à superfície de um substrato, que pode ser silício, molibdênio, nióbio ou quartzo. Nessa superfície começa a se formar uma cadeia carbônica policristalina, cuja célula unitária é um cubo. A união dessas células cúbicas forma uma película ou filme de diamante sobre o substrato, podendo atingir espessuras desde frações de mícron até vários milímetros. O crescimento homogêneo da película é garantido no controle preciso dos parâmetros de temperatura, distância do filamento ao substrato, composição e fluxo dos gases, pressão interna no reator, etc. Para produzir tubos, por exemplo, o processo é conduzido de modo que a película cresça o mais lisa possível. Na produção de brocas, as células cúbicas do diamante crescem de forma abrasiva, com rugosidades.

O processo de crescimento de diamante-CVD, consiste na ativação, por vários e diferentes métodos, de uma mistura de gases composta de pequenas quantidades de hidrocarbonetos diluídas em hidrogênio. A ativação destes gases produz hidrogênio atômico e radicais de hidrocarboneto, em especial o radical metila (CH3), em condições de não equilíbrio termodinâmico. O crescimento da rede cristalina do diamante se faz pela incorporação dos átomos de carbono dos hidrocarbonetos da fase gasosa. Os processos de ativação que mais prosperaram foram os assistidos por plasma gerado por microondas (MWCVD); por filamento quente (HFCVD); por chama de acetileno e oxigênio (ATCVD); e por jato de plasma (AJCVD). Em nossa equipe, essas quatro técnicas foram exploradas estudando-se vários de seus parâmetros e alcançando o conhecimento de suas abrangências e limitações. Contribuições a nível fundamental e de aplicações desta equipe tiverem repercussão, com o alcance, inclusive, de aplicações inéditas.

Apesar de existirem centenas ou milhares de compostos semicondutores, os chips atuais, são feitos quase que exclusivamente de silício. Isso deve-se ao fato de o silício apresentar certas boas propriedades eletrônicas, bem como ótima estabilidade mecânica e química. Além disso, o silício é um semicondutor formado com átomos de apenas um tipo: os do próprio silício. Em toda a tabela periódica dos elementos químicos, há só mais dois elementos que apresentam propriedades semicondutoras: o germânio e o carbono (quando cristalizados na forma de diamante), tendo sido o primeiro muito usado nos primórdios da microeletrônica e substituído pelo silício devido à sua inferioridade eletrônica e química, bem como à sua escassez na natureza. Porém, com a recente demonstração da viabilidade de obtenção pelo processo CVD de diamantes sintéticos com pureza e qualidade superiores as das gemas naturais, o uso do diamante em larga escala pela indústria passou a ser factível.

O diamante tem nesse caso duas vantagens sobre o silício. A primeira é a sua possibilidade de funcionamento elétrico em temperaturas mais elevadas; a segunda é a sua excelente capacidade para dissipar calor (dissipação térmica). O diamante é o melhor sólido que existe para transmissão do calor, sendo que pode conduzir essa forma de energia com eficiência até cinco vezes maior que a do cobre. Prevê-se que a próxima geração de microprocessadores (Pentium IV e outros) só será viável se as pastilhas de silício forem montadas sobre bases de diamante obtidos pela técnica de CVD.

A tecnologia CVD também será incorporada, em futuro próximo, à fabricação de agulhas hipodérmicas, facas para cortes de precisão de plásticos mineralizados, serras para corte de vidro e pedras, como granito e mármore, e tubos para corte por jato d'água em altíssima pressão, o chamado "corte limpo". O uso também será estendido a alguns componentes eletroeletrônicos, como sinalizadores luminosos chamados de leds , normalmente vermelhos, verdes ou amarelos, que com o diamante CVD poderão ter a cor azul.
As dificuldades em esclarecer os mecanismos básicos de crescimento de diamante-CVD, não intimidaram o completo desenvolvimento da engenharia do processo de crescimento, e atualmente o diamante-CVD é visto como um dos materiais de maior interesse econômico, devido à sua vasta aplicação, principalmente a curto prazo, resultante de suas propriedades únicas na natureza, que podem ser assim resumidas: a)-é o material mais duro; b)-possui coeficiente de atrito muito baixo (equivalente ao do teflon); c)-possui condutividade térmica muito alta (cerca de cinco vezes superior à do cobre); d)-é transparente a radiação na região espectral desde o UV até o IV; e)-tem alto índice de refração; f)-é material hospedeiro para vários tipos de dopagens; g)-é resistente a radiações cósmica, nuclear e ultravioleta; h)-é quimicamente inerte para temperaturas inferiores a 800ºC na presença de oxigênio e a 1550ºC sem oxigênio, i)-é um material biocompatível e de excelente integração óssea, etc..



O potencial de aplicações do diamante-CVD atinge muitas áreas tecnológicas. Na área espacial, como proteção de células solares e superfícies sujeitas a bombardeamento de "partículas" cósmicas, dissipadores de calor, dispositivos eletrônicos mais resistentes, etc. Na área de micro-eletrônica, com a possível obtenção de dispositivos mais rápidos e mais eficientes termicamente. Na área de óptica, com a obtenção de componentes para lasers de alta potência, em proteção de janelas ópticas de detetores acoplados em mísseis, etc. A aplicação na indústria mecânica é ainda mais atraente, devido às possibilidades de uso como ferramentas de corte, como camada anti-atrito para junções em motores automotivos e aeronáuticos, proteção de superfícies para ambientes agressivos, etc. Na indústria odontológica e médica, como brocas para dentística, implantes e outros dispositivos. Na indústria de vidros e cerâmicas, como brocas, materiais abrasivos, facas de corte, etc.. Na área de química como protetores a ambientes agressivos, como eletrodos para várias aplicações, inclusive para tratamento de água, etc.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/pautas/ju149-9.html
http://www.jornal.ufrj.br/newsletter/anteriores/news16.html
http://www.dsif.fee.unicamp.br/~vitor/
Cronologia do Desenvolvimento Científico e Tecnológico Brasileriro, 1950-200, MDIC, Brasília, 2002, páginas 209, 216, 221, 227, 239, 249, 343, 363
Ciência Hoje, Vol. 27, n.161 página 46 http://www.dsif.fee.unicamp.br/~vitor/cristais.pdf acesso em março de 2002
http://revistapesquisa.fapesp.br (número 52)
acesso em janeiro de 2003
http://www.las.inpe.br/dimare/diamanteCVD.htm
acesso em março de 2003
envie seus comentários para otimistarj@gmail.com.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cymatics - The Science of the Future?

Cymatics - The Science of the Future?
Is there a connection between sound, vibrations and physical reality? Do sound and vibrations have the potential to create? In this article we will see what various researchers in this field, which has been given the name of Cymatics, have concluded.
By Peter Pettersson, translation Yarrow Cleaves


In 1787, the jurist, musician and physicist Ernst Chladni published Entdeckungen über die Theorie des Klangesor Discoveries Concerning the Theory of Music.In this and other pioneering works, Chladni, who was born in 1756, the same year as Mozart, and died in 1829, the same year as Beethoven, laid the foundations for that discipline within physics that came to be called acoustics, the science of sound. Among Chladni´s successes was finding a way to make visible what sound waves generate. With the help of a violin bow which he drew perpendicularly across the edge of flat plates covered with sand, he produced those patterns and shapes which today go by the term Chladni figures. (se left) What was the significance of this discovery? Chladni demonstrated once and for all that sound actually does affect physical matter and that it has the quality of creating geometric patterns.


Chladni figures.

What we are seeing in this illustration is primarily two things: areas that are and are not vibrating. When a flat plate of an elastic material is vibrated, the plate oscillates not only as a whole but also as parts. The boundaries between these vibrating parts, which are specific for every particular case, are called node lines and do not vibrate. The other parts are oscillating constantly. If sand is then put on this vibrating plate, the sand (black in the illustration) collects on the non-vibrating node lines. The oscillating parts or areas thus become empty. According to Jenny, the converse is true for liquids; that is to say, water lies on the vibrating parts and not on the node lines.

Lissajous Figures

In 1815 the American mathematician Nathaniel Bowditch began studying the patterns created by the intersection of two sine curves whose axes are perpendicular to each other, sometimes called Bowditch curves but more often Lissajous figures. (se below right) This after the French mathematician Jules-Antoine Lissajous, who, independently of Bowditch, investigated them in 1857-58. Both concluded that the condition for these designs to arise was that the frequencies, or oscillations per second, of both curves stood in simple whole-number ratios to each other, such as 1:1, 1:2, 1:3, and so on. In fact, one can produce Lissajous figures even if the frequencies are not in perfect whole-number ratios to each other. If the difference is insignificant, the phenomenon that arises is that the designs keep changing their appearance. They move. What creates the variations in the shapes of these designs is the phase differential, or the angle between the two curves. In other words, the way in which their rhythms or periods coincide. If, on the other hand, the curves have different frequencies and are out of phase with each other, intricate web-like designs arise. These Lissajous figures are all visual examples of waves that meet each other at right angles.


Lissajous figures.
The result of two sine curves meeting at right angles.
Illustration: Typoform, Jenny W. Bryant, Swedish National Encyclopedia

As I pondered the connection between these figures and other areas of knowledge, I came to think about the concept that exists in many societies and their mythologies around the world, which describes the world as a web. For example, many of the Mesoamerican people regarded the various parts of the universe as products of spinning and weaving: "Conception and birth were/.../ compared with the acts of spinning and weaving; all the Aztec and Mayan creation and fertility goddesses were described as great weavers."(1) A number of waves crossing each other at right angles look like a woven pattern, and it is precisely that they meet at 90-degree angles that gives rise to Lissajous figures.

Hans Jenny

In 1967, the late Hans Jenny, a Swiss doctor, artist, and researcher, published the bilingual book Kymatik -Wellen und Schwingungen mit ihrer Struktur und Dynamik/ Cymatics - The Structure and Dynamics of Waves and Vibrations. In this book Jenny, like Chladni two hundred years earlier, showed what happens when one takes various materials like sand, spores, iron filings, water, and viscous substances, and places them on vibrating metal plates and membranes. What then appears are shapes and motion- patterns which vary from the nearly perfectly ordered and stationary to those that are turbulently developing, organic, and constantly in motion.


Jenny made use of crystal oscillators and an invention of his own by the name of the tonoscope to set these plates and membranes vibrating. This was a major step forward. The advantage with crystal oscillators is that one can determine exactly which frequency and amplitude/volume one wants. It was now possible to research and follow a continuous train of events in which one had the possibility of changing the frequency or the amplitude or both.

The tonoscope was constructed to make the human voice visible without any electronic apparatus as an intermediate link. This yielded the amazing possibility of being able to see the physical image of the vowel, tone or song a human being produced directly. (se below) Not only could you hear a melody - you could see it, too!
Jenny called this new area of research cymatics, which comes from the Greek kyma, wave. Cymatics could be translated as: the study of how vibrations, in the broad sense, generate and influence patterns, shapes and moving processes.

The Creative Vibration

What did Hans Jenny find in his investigations?
In the first place, Jenny produced both the Chladni figures and Lissajous figures in his experiments. He discovered also that if he vibrated a plate at a specific frequency and amplitude - vibration - the shapes and motion patterns characteristic of that vibration appeared in the material on the plate. If he changed the frequency or amplitude, the development and pattern were changed as well. He found that if he increased the frequency, the complexity of the patterns increased, the number of elements became greater. If on the other hand he increased the amplitude, the motions became all the more rapid and turbulent and could even create small eruptions, where the actual material was thrown up in the air.


The development of a pattern in sand (step by step).


Swinging water drops (by Hans Jenny)


Sand patterns as a function of the size of the plate

The shapes, figures and patterns of motion that appeared proved to be primarily a function of frequency, amplitude, and the inherent characteristics of the various materials. He also discovered that under certain conditions he could make the shapes change continuously, despite his having altered neither frequency nor amplitude!


The vowel A in sand

When Jenny experimented with fluids of various kinds he produced wave motions, spirals, and wave-like patterns in continuous circulation. In his research with plant spores, he found an enormous variety and complexity, but even so, there was a unity in the shapes and dynamic developments that arose. With the help of iron filings, mercury, viscous liquids, plastic-like substances and gases, he investigated the three-dimensional aspects of the effect of vibration.

In his research with the tonoscope, Jenny noticed that when the vowels of the ancient languages of Hebrew and Sanskrit were pronounced, the sand took the shape of the written symbols for these vowels, while our modern languages, on the other hand, did not generate the same result! How is this possible? Did the ancient Hebrews and Indians know this? Is there something to the concept of "sacred language," which both of these are sometimes called? What qualities do these "sacred languages," among which Tibetan, Egyptian and Chinese are often numbered, possess? Do they have the power to influence and transform physical reality, to create things through their inherent power, or, to take a concrete example, through the recitation or singing of sacred texts, to heal a person who has gone "out of tune"?


Sound structures in the water drop as a function of the wavelength
and a function of the extent

An interesting phenomenon appeared when he took a vibrating plate covered with liquid and tilted it.The liquid did not yield to gravitational influence and run off the vibrating plate but stayed on and went on constructing new shapes as though nothing had happened. If, however, the oscillation was then turned off, the liquid began to run, but if he was really fast and got the vibrations going again, he could get the liquid back in place on the plate. According to Jenny, this was an example of an antigravitational effect created by vibrations.

Universality?

In the beginning of Cymatics,Hans Jenny says the following: "In the living as well as non-living parts of nature, the trained eye encounters wide-spread evidence of periodic systems. These systems points to a continuous transformation from the one set condition to the opposite set."(3) Jenny is saying that we see everywhere examples of vibrations, oscillations, pulses, wave motions, pendulum motions, rhythmic courses of events, serial sequences, and their effects and actions. Throughout the book Jenny emphasises his conception that these phenomena and processes not be taken merely as subjects for mental analysis and theorizing. Only by trying to "enter into"phenomena through empirical and systematic investigation can we create mental structures capably of casting light on ultimate reality. He asks that we not "mix ourselves in with the phenomenon"but rather pay attention to it and allow it to lead us to the inherent and essential. He means that even the purest philosophical theory is nevertheless incapable of grasping the true existence and reality of it in full measure.


What Hans Jenny pointed out is the resemblance between the shapes and patterns we see around us in physical reality and the shapes and patterns he generated in his investgations. Jenny was convinced that biological evolution was a result of vibrations, and that their nature determined the ultimate outcome. He speculated that every cell had its own frequency and that a number of cells with the same frequency created a new frequency which was in harmony with the original, which in its turn possibly formed an organ that also created a new frequency in harmony with the two preceding ones. Jenny was saying that the key to understanding how we can heal the body with the help of tones lies in our understanding of how different frequencies influence genes, cells and various structures in the body. He also suggested that through the study of the human ear and larynx we would be able to come to a deeper understanding of the ultimate cause of vibrations.

Trinity

In the closing chapter of the book Cymatics, Jenny sums up these phenomena in a three-part unity. The fundamental and generative power is in the vibration which, with its periodicity, sustains phenomena with its two poles. At one pole we have form, the figurative pattern. At the other is motion, the dynamic process.


These three fields - vibration and periodicity as the ground field, and form and motion as the two poles - constitute an indivisible whole, Jenny says, even though one can dominate sometimes. Does this trinity have something within science that corresponds? Yes, according to John Beaulieu, American polarity and music therapist. In his book Music and Sound in the Healing Arts,he draws a comparison between his own three-part structure, which in many respects resembles Jenny´s, and the conclusions researchers working with subatomic particles have reached. "There is a similarity between cymatic pictures and quantum particles. In both cases that which appeares to be a solid form is also a wave. They are both created and simultaneously organized by the principle of pulse (Read:principle of vibration). This is the great mystery with sound: there is no solidity! A form that appears solid is actually created by a underlying vibration."(4) In an attempt to explain the unity in this dualism between wave and form, physics developed the quantum field theory, in which the quantum field, or in our terminology, the vibration, is understood as the one true reality, and the particle or form, and the wave or motion, are only two polar manifestations of the one reality, vibration, says Beaulieu.

In conclusion, I would like to cite Cathie E. Guzetta´s poetic contemplation of where the investigation of the relationship between sound and the arising of various life forms might lead us in the future: "The forms of snowflakes and faces of flowers may take on their shape because they are responding to some sound in nature. Likewise, it is possible that crystals, plants, and human beings may be, in some way, music that has taken on visible form."(5)
Disclaimer! The quotes from Hans Jenny´s book Cymaticsis not exactly as they appear in the book. The reason for this is that the author of the article doesn´t have access to the book in question for the moment, but he´s working on it. Although the overall spirit and meaning of the quotes is accurate the responsibility lies totaly on the author.

Footnotes:

Klein, Cecilia F.: "Woven Heaven, Tangled Earth: A Weaver´s Paradigm of the Mesoamerican Cosmos", in Ethnoastronomy and Archaeoastronomy in the American Tropics, Ed. by Anthony P. Aveni and Gary Urton, Annals of the Academy of Science, Vol. 385, New York, 1982, p. 15
McClellan, Randall: The Healing Forces of Music: History, Theory and Practice, Element, Inc., 1991, p. 50
Jenny, Hans: Kymatik: Wellen und Schwingungen mit ihrer Struktur und Dynamik/Cymatics: The Structure and Dynamics of Waves and Vibrations, Basilius Press, 1967, p. 10
Beaulieu, John: Music and Sound in the Healing Arts, Station Hill Press, 1987, p. 40
Guzzetta, Cathie E.: Music Therapy: Nursing the Music of the Soul, in Music: Physician for the Times to Come, Campbell, Don (Editor), Quest Books, 1991, p. 149

Mind Over Matter - Proven
by Robert Baird
Water Crystals Respond:

Dr. Masaru Emoto ( The Hidden Message in Water ) has shown some really fantastic interactions not unlike Tiller's experiments in lattice formation and interactions between mind and other energy around us.
“My efforts to photograph ice crystals and conduct research began to move ahead. Then one day the researcher – who was as caught up in the project as I – said something completely out of the blue: 'Let's see what happens when we expose the water to music.'
I knew that it was possible for the vibrations of music to have an effect on the water. I myself enjoy music immensely, and as a child had even had hopes of becoming a professional musician, and so I was all in favour of this off-the-wall experiment.
At first we had no idea what music we would use and under what conditions we would conduct the experiment. But after considerable trial and error, we reached the conclusion that the best method was probably the simplest – put a bottle of water on a table between two speakers and expose it to a volume at which a person might normally listen to music. We would also need to use the same water that we had used in previous experiments.
We first tried distilled water from a drugstore.
The results astounded us. Beethoven's Pastoral Symphony, with its bright and clear tones, resulted in beautiful and well-formed crystals. Mozart's 40th Symphony, a graceful prayer to beauty, created crystals that were delicate and elegant. And the crystals formed by exposure to Chopin's Etude in E, Op. 10, No. 3, surprised us with their lovely detail.
All the classical music that we exposed the water to resulted in well-formed crystals with distinct characteristics. In contrast, the water exposed to violent heavy-metal music resulted in fragmented and malformed crystals at best.
Can words affect water, too?
But our experimenting didn't stop there. We next thought about what would happen if we wrote words or phrases like 'Thank you' and 'Fool' on pieces of paper, and wrapped the paper around the bottles of water with the words facing in. It didn't seem logical for water to 'read' the writing, understand the meaning, and change its form accordingly. But I knew from the experiment with music that strange things could happen. We felt as if we were explorers setting out on a journey through an unmapped jungle.
The results of the experiments didn't disappoint us. Water exposed to 'Thank you' formed beautiful hexagonal crystals, but water exposed to the word 'Fool' produced crystals similar to the water exposed to heavy-metal music, malformed and fragmented.” (4)
What laws of science or lattice formation are at work here? How connected is life and what amount of soul or 'chhi' is in all things? Could the ancients and even more materialistic man of the present use these energies to find water or minerals?
THE ACTS OF CREATION:
The following quote is a review I found on Amazon.com for a book I have only read about but seems to confirm many other things. The book is written by a former Chair of Material Sciences at Stanford and I think it fits the work of Dr. Don Robins as well as other Intelligent Design researchers we have discussed.
“Mind Over Matter -- Proven!, June 11, 2002 Reviewer: Dave Stein, Scientific Editor, Frontier Perspectives
In striking contrast with many books focused on next-generation physics, mathematics, biology, psychology, or medicine, Conscious Acts of Creation combines a brilliant theoretical model with several rigorous experiments that explore the influence of human intention on physical reality - in living as well as inanimate systems. It is in these convincing demonstrations that the principle "as above, so below" comes to life. Even more profoundly, the book establishes that repetition of the experiments in given locales can dramatically increase the power of the locales to reproduce the results - with some locales retaining their conditioning or "charge" for more than a year! These findings lend plausibility to that which mystics know as "sacred space."
A postulated theoretical model provides a launch point for interpreting the experimental results. Its major cornerstone is an eight-dimensional biconformal base space with two four-dimensional, Fourier transform related subspaces. One subspace corresponds to our everyday world, whereas the other subspace is a reciprocal or inverse "etheric" space - roughly analogous to k-space but with additional postulated properties including superluminal "velocities" (presumably in inverse units) and interchanged roles of electricity and magnetism. The model incorporates nonlocality, a scientific principle that may someday prove to be the underpinning for phenomena such as parapsychology and distant healing. Furthermore, the authors note similarities between their model and models proposed by other scientists, some highly prominent. Granted, the model becomes more speculative when it associates even higher dimensionalities with emotion, mind, and spirit. Even then, however, it remains consistent with various esoteric teachings, and it may yet provide the empowering mechanism for manifestation of intention (where the two subspaces, in some ways mutually symmetric, appear to play asymmetric roles) and in otherwise connecting science with spirit. Readers who disagree with the postulated model will nonetheless benefit from the authors' brilliant insights.
Mysticism aside, the postulated "mind over matter" mechanisms include a possible role for variation in atomic and molecular ground state energies. The observed space conditioning is discussed in the context of gauge symmetries. Rounding out the model are the insightful discussions of augmented electromagnetism (which the authors associate with Qi), inner self-management techniques such as Qi Gong and Yoga, and even the existence of two phases of liquid water. In Chapters 9 and 10, the authors become futurists as they suggest possible implications of reciprocal space engineering for medicine, pharmacology, communications, and manufacturing.
On the experimental side, the authors set the example in thoroughness and scientific rigor, although the in-depth discussion of the protocols as well as the order of topics may impact the book's readability. A mitigating factor is the brilliant introduction to gauge theory and the elucidation of several other topics including self-sustained oscillations, crystallography, and reciprocal space. In fact, the book is a mini physics course that presents various principles of electromagnetism, thermodynamics, solid-state physics, and quantum mechanics in a readable and understandable way. Also included is a brilliant discussion of enzymes, coenzymes and the electron transport chain as they relate to the experiments.
Scientists, healers, and others who investigate or work with subtle energies will appreciate the authors' insights on repeatability of experimental results. In the mainstream scientific community, replication of results is a test for credibility; yet consistent results in healing, dowsing, remote viewing, and ESP are often elusive. Armed with successful demonstrations of space conditioning, the authors shed new light on this longstanding issue - although they discuss other factors, both geocosmic and human, that can also impact repeatability of results.
Conscious Acts of Creation makes a convincing case that the powerful effects of intention and emotion can no longer be disregarded - in healing, in scientific research, or even in everyday life. The authors' findings may indeed have profound consequences for the concept of scientific "objectivity." More significantly, this book will take the reader beyond the realm of the everyday world and will expand one's view of himself or herself as a co-creator of reality. It is for this reason that Conscious Acts of Creation is essential reading - not only for scientists, engineers, and health care practitioners (both mainstream and complementary) but also for others who seek to maximize their human experiences. Conscious Acts of Creation indeed heralds and points a way ahead for 'the emergence of a new physics.'”

Robert Baird
Author of Diverse Druids
Guest 'expert' at World-Mysteries.com:
Columnist for The ES Press Magazine
Article Source: http://EzineArticles.com/